28 de outubro de 2021

Bahia Política

Sem Meias Verdades

Patriota, 97% dos investimentos de Luciano Hang são em empresas norte-americanas

Foto: Divulgação / Senado Federal

Dos US$ 69,2 milhões investidos, apenas R$ 1,8 milhão, o equivalente a 2,7% do total, foram de investimentos em empresas brasileiras.

O empresário Luciano Hang, proprietário das lojas Havan, manteve por 17 anos uma empresa num paraíso fiscal sem informar às autoridades que tinha dinheiro no exterior, como determina a lei.

Criada em 1999 nas Ilhas Virgens Britânicas, um paraíso fiscal no Caribe, a offshore só foi regularizada em 2016, graças a uma lei sancionada pela presidente Dilma Rousseff (PT).

De acordo com documentos obtidos pelo Poder360 no projeto Pandora Papers, do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos [ICIJ na sigla inglês], dois anos depois de ser regularizada, a empresa de Hang, chamada Abigail Worldwide, tinha em conta US$ 112,6 milhões, o equivalente a R$ 604 milhões, pela cotação atual do dólar.

O valor aparece num documento do banco suíço EFG Bank encaminhado a Hang em 16 de outubro de 2018.

Dos US$ 112,6 milhões que tem na Suíça, US$ 43,4 milhões foram emprestados, mas não há informações para quem.

Dos US$ 69,2 milhões investidos, 97,3% foram aplicados em papéis de empresas dos Estados Unidos como Goodyear, Motorola, AT&T, Verizon e Netflix; da Suíça (UBS e Credit Suisse); Inglaterra (Barclays e Lloyds); Índia (Jaguar e Land Rover); e França (Eletricité de France), entre outros.

Já os investimentos em empresas brasileiras somam R$ 1,8 milhão, o equivalente a 2,7% do total. Hang aplica em títulos da Natura, Klabin, Marfrig, Caixa Econômica, Banco do Brasil, Itaú e Petrobras.

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