22 de maio de 2022

Bahia Política

Sem Meias Verdades

Poesia de Marco Antonio Pereira; “Nudez”

Poesia de Marco Antonio Pereira "Carta aos Professores"

Poesia de Marco Antonio Pereira/ OAB-BA 13.187

Minhas mãos se espraiam vagarosas, suaves, pena solta no ar. Imperceptivelmente, entrelaçam-se em tuas mãos, sôfregas, ansiosas…
Pelos, púbis, seios, vales e planícies num conjunto arquitetônico único. Cordilheira que esconde o ventre e desce o rio que deságua na fonte, insaciável declive entre as nádegas expostas à meia-luz.

Percorro meus dedos entrecortando os sulcos que são doces. Tu respiras. Não há pedra sobre pedra. Os rios desordenados cortam farfalhando suas águas em suores. Há breve cachoeira de alta queda que enevoa o espaço,
fundindo os sentidos.

Rota seca, enluarada, perdida no descampado do teu corpo nu. Teu rosto cai sereno, mortificado, exausto, vulcão em fúria silente. Dormes de novo.

Escrito em 28 de janeiro de 2017.

Poesia de Marco Antonio Pereira "Carta aos Professores"
Poesia de Marco Antonio Pereira/ OAB-BA 13.187

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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