
A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (14), a segunda fase da Operação Compliance Zero, aprofundando as investigações sobre suspeitas de irregularidades envolvendo o Banco Master. A nova etapa tem como um dos principais alvos o banqueiro Daniel Vorcaro, que já havia sido preso durante a primeira fase da operação, realizada em novembro do ano passado.
Com base na análise de provas coletadas anteriormente, os investigadores identificaram novos indícios de irregularidades. Diante disso, a PF cumpriu 42 mandados de busca e apreensão, além de determinar o bloqueio de bens que somam R$ 5,7 bilhões. As ordens judiciais foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o que reforça a gravidade do caso.
Ao mesmo tempo, o avanço da investigação ocorre em meio a movimentações institucionais relevantes. Na noite da última segunda-feira (12), o Banco Central decidiu retirar os embargos de declaração apresentados ao Tribunal de Contas da União (TCU), que questionavam uma decisão relacionada à fiscalização dos procedimentos adotados no caso do Banco Master.
A retirada do recurso aconteceu após uma reunião entre o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo. Com isso, o tema deixou de ser analisado pelo plenário da Corte, onde o julgamento estava previsto para o próximo dia 21.
Segundo Vital do Rêgo, o TCU não pretende interferir em uma eventual decisão do Banco Central sobre a liquidação do Banco Master. No entanto, o tribunal quer acesso à documentação para verificar a regularidade de todo o processo. O Banco Central concordou em fornecer as informações solicitadas, e a desistência dos embargos foi registrada oficialmente na terça-feira (13).
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