Barroso admite penas altas em casos do 8 de janeiro

Foto: Gustavo Moreno / STF/ Reprodução

O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira (7) que algumas das penas aplicadas aos condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 ficaram elevadas, especialmente para quem participou das invasões, mas não planejou o ataque. Durante o 1º Seminário Judiciário e Sociedade, promovido pelo Ciesp, Barroso disse que defende punições mais brandas para os executores e considerou razoável que essas pessoas cumpram cerca de dois anos de prisão.

Barroso ressaltou que está aberto ao debate sobre eventual redução das penas, mas descartou completamente a possibilidade de anistia — proposta defendida por setores da direita política. No Congresso Nacional, o tema divide aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro entre o perdão total e a revisão das condenações.

Ao comentar o julgamento de Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar a tentativa de golpe após as eleições de 2022, Barroso destacou que o STF não poderia se omitir. Segundo o ministro, as provas confirmam a existência de um plano chamado “Punhal Verde e Amarelo”, que previa o assassinato do presidente, do vice e de um ministro do Supremo. “O Supremo teve que julgar os fatos, independentemente de posições políticas”, afirmou.

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