
A Diocese de Ruy Barbosa iniciou uma nova etapa do processo de beatificação de Maria Milza Santos Fonseca, conhecida como “Mãezinha”. A Igreja Católica começou a reunir testemunhos, documentos e relatos de graças alcançadas por intercessão da agricultora baiana para fortalecer o inquérito diocesano da causa de canonização.
Além disso, a Diocese reforçou nesta semana, por meio das redes sociais, o pedido de colaboração dos fiéis. Fotografias, cartas, vídeos, áudios, recortes de jornais e testemunhos escritos podem ser enviados para ajudar na investigação conduzida pela Igreja.
O Vaticano autorizou oficialmente a abertura do processo de beatificação, enquanto Maria Milza já recebeu o título de Serva de Deus, primeira etapa rumo à possível canonização. Os materiais podem ser entregues no Santuário Diocesano da Caridade Nossa Senhora das Graças, localizado no povoado de Alagoas, em Itaberaba.
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Investigação segue normas do Vaticano
Também é possível encaminhar os conteúdos pelos canais oficiais da Diocese de Ruy Barbosa, do santuário ou pelo e-mail [email protected]. Dessa forma, a Igreja pretende ampliar a coleta de informações sobre a vida e a trajetória religiosa de “Mãezinha”.
Segundo a Diocese, o inquérito segue as normas do Dicastério para as Causas dos Santos, órgão do Vaticano responsável pelos processos de beatificação e canonização. A fase inicial da investigação foi aberta oficialmente em 15/08/2025, durante cerimônia realizada no santuário em Itaberaba.
Após a conclusão da coleta de documentos e depoimentos, o Tribunal da Causa vai elaborar um relatório técnico. Em seguida, o postulador responsável enviará todo o material ao Vaticano para análise oficial. Ainda assim, a Diocese informou que não existe prazo definido para o encerramento dessa etapa.
Vida dedicada à oração e à caridade
Maria Milza nasceu em 15/08/1923, na comunidade de Alagoas, em Itaberaba, no interior da Bahia. Filha de agricultores e caçula de 12 irmãos, ela ficou conhecida pela dedicação à oração, à caridade e ao cuidado com famílias em situação de vulnerabilidade.
Mesmo com poucos recursos financeiros, compartilhava alimentos produzidos pela família com moradores carentes da região. Além disso, visitava doentes, levava medicamentos e oferecia apoio espiritual. Ela também alfabetizava crianças com cartilhas católicas e transformou sua residência em um espaço de acolhimento e oração.
Maria Milza morreu em 17/12/1993. Desde então, o túmulo localizado na capela de Santo Antônio, na comunidade de Alagoas, passou a receber peregrinações de fiéis. Há ainda registros de encontros entre Maria Milza e Irmã Dulce, primeira santa brasileira, fortalecendo a ligação entre duas referências de fé e solidariedade na Bahia.
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