
O ex-presidente Bolsonaro recebeu nesta segunda-feira (29) o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP). Apontado como favorito para sucedê-lo como líder da direita na eleição presidencial de 2026, Tarcísio enfrenta incertezas quanto ao apoio da família Bolsonaro, especialmente diante da postura de Eduardo Bolsonaro, que já sinalizou publicamente intenção de concorrer ao Planalto. A visita ocorre em meio à pressão de lideranças do Centrão, que tentam convencer o ex-presidente, em prisão domiciliar, a declarar apoio imediato ao governador paulista.
O impasse se intensifica porque aliados de Tarcísio acreditam que, até janeiro, ele precisará decidir se busca a reeleição ao Governo de São Paulo, onde teria favoritismo, ou se se lança contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026. A movimentação política também esbarra em incertezas jurídicas: parlamentares do Centrão temem uma eventual prisão em regime fechado de Bolsonaro, o que limitaria sua capacidade de articulação. Além disso, a paralisação do PL da Dosimetria no Congresso adiciona insegurança ao cenário da direita.
Enquanto Tarcísio mantém o discurso de reeleição, governadores que também são cotados como alternativas no campo conservador observam o tabuleiro à distância. Entre eles estão Eduardo Leite (PSD-RS), Ratinho Júnior (PSD-PR), Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (União-GO). No entanto, a leitura de aliados é que Tarcísio só deixará o Palácio dos Bandeirantes se tiver a garantia explícita de Bolsonaro, reforçando que a definição sobre a sucessão na direita ainda depende diretamente do ex-presidente.
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