
Com tornozeleira eletrônica e restrições impostas pelo STF, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) completa duas semanas de medidas cautelares. Desde então, ele tem evitado entrevistas e redes sociais, mas tenta manter alguma exposição pública para alimentar sua base de apoio. Mesmo sem falar, sua presença em eventos tem sido vista por aliados como uma estratégia para reforçar a narrativa de perseguição.
Aliados defendem que Bolsonaro continue aparecendo em agendas, ainda que sem discursos, para não desaparecer da cena política. Eles também relatam que o ex-presidente tem se mantido ativo na sede do PL em Brasília, onde recebe apoiadores e empresários, mas tem lidado com constantes tensões para não violar as decisões do ministro Alexandre de Moraes.
Viagens estão proibidas e Bolsonaro precisa evitar até mesmo rotas próximas a embaixadas, o que tem limitado sua mobilidade. Apesar disso, ele marcou presença em dois eventos recentes: um culto evangélico no dia 24 e uma motociata em Brasília no dia 29, em ambos sem se pronunciar, apenas acenando ao público.
A principal preocupação da equipe é evitar qualquer deslize que possa levar a nova reação do STF. Após falar improvisadamente na Câmara e exibir a tornozeleira, Bolsonaro foi advertido por Moraes, que ameaçou prendê-lo. Desde então, a defesa adotou uma postura mais cautelosa e o ex-presidente se manteve em silêncio.
Neste domingo (3), apoiadores organizam atos em defesa de Bolsonaro e contra o ministro Moraes em todo o país, mas ele está proibido de participar, inclusive por vídeo. Com isso, seus aliados seguem buscando um equilíbrio entre manter sua imagem pública viva e respeitar os limites impostos pela Justiça.
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