
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) terá que cumprir uma série de medidas restritivas determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi tomada no âmbito do inquérito que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado e veio após operação da Polícia Federal realizada nesta sexta-feira (18), que incluiu mandados de busca em sua casa, em Brasília, e na sede nacional do PL.
Entre as medidas impostas, Bolsonaro será obrigado a usar tornozeleira eletrônica, não poderá manter contato com seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), e está proibido de acessar ou publicar em redes sociais. As ordens foram baseadas em informações do inquérito conduzido pelo STF, que aponta o ex-presidente como líder de um plano para abolir o Estado democrático de direito.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu, nesta semana, a condenação de Bolsonaro e de outros sete réus, acusando o ex-mandatário de articular diretamente um plano golpista. O relatório da Polícia Federal revela que o grupo pretendia assassinar o presidente Lula (PT), o vice Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro Alexandre de Moraes.
De acordo com os investigadores, Bolsonaro teve “domínio direto e efetivo” sobre a tentativa de golpe, que só não foi consumada por fatores externos. As penas somadas pelos crimes podem ultrapassar 40 anos de prisão, em regime fechado, caso a Justiça aceite a denúncia e haja condenação.
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