Candidatos a prefeitura de Salvador participam de Sabatina sobre Segurança Pública na próxima sexta-feira

Foto: Ascom/ Irdeb

Na próxima sexta-feira (30), as 19h, acontece a ‘Sabatina: Segurança Pública em Salvador’ com o objetivo de proporcionar aos candidatos e as candidatas à prefeitura de Salvador apresentarem suas propostas de governo para o município na área de Segurança Pública e Justiça Criminal. Todos os nove postulantes ao Palácio Thomé de Souza foram convidados pelo Fórum Popular de Segurança Pública da Bahia (FPSP-BA) e a Rede Justiça Criminal (RJC).

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A mediação será virtual, sem confronto entre os postulantes, com transmissão, no canal do Youtube do FPSP-BA, e será dividido em 03 momentos: A/o candidata/o terá 04 minutos para apresentar as propostas de Programa vinculadas a Temática da Segurança Pública e Justiça Criminal ; A/o candidata/o terá 03 minutos para responder a uma das perguntas pré-formuladas da campanha selecionada através de sorteio e o/a candidata/o terá 03 minutos para responder a uma pergunta encaminhada pelo público no chat da transmissão e mediada pela equipe organizadora.

O evento faz parte da Campanha #EleiçõesSemTruque, que visa qualificar a discussão sobre segurança e justiça, em particular neste ano de eleições, prevenindo o senso comum em torno da pauta e destacando que a violência não acaba em um passe de mágica. Os postulantes poderão apresentar as suas propostas relacionadas à temática, além de perguntas pré-formuladas que integram a Campanha Eleições Sem Truque e outra enviada pelo público.

A campanha #EleiçõesSemTruque aborda o papel do município na prevenção da violência e no acesso a direitos básicos, a crescente militarização da política, a importância de se ter políticas públicas embasadas por estudos científicos e com olhares transversais de raça, gênero e classe e a necessidade do diálogo com a sociedade para a elaboração de soluções efetivas e que respeitem os direitos humanos.

O intuito é munir eleitores e eleitoras de informações e questionamentos para que possam identificar propostas ilusionistas e com isso depositar seus votos e confiança em pessoas com propostas bem definidas e embasadas. A campanha foi lançada no dia 07 de outubro de 2020, e pode ser acessada no site da Rede Justiça Criminal. É possível ter acesso também a cartilha dessa ação.

A mesa de lançamento, realizada no dia 15 de outubro no canal do YouTube da Rede Justiça Criminal, contou a participação de: Cecília Olliveira, jornalista do The Intercept Brasil; Pablo Nunes, pesquisador da Rede Observatórios da Segurança e CESeC; Lídia Rodrigues, representante do Fórum de Segurança Pública do Ceará e do Nordeste; e mediação de Raull Santiago, integrante da Rede Justiça Criminal.

Sobre a Rede Justiça Criminal

Criada em 2010 com o objetivo de combater o uso abusivo da prisão provisória, a Rede Justiça Criminal (RJC) é uma rede de nove organizações que luta para reverter a lógica do encarceramento em massa e por um sistema de justiça não violador de direitos. A RJC acredita que a política criminal deve embasar-se em informações qualificadas para a construção de um diagnóstico mais preciso que permita implantar soluções adaptadas, identificar gargalos e propor ações corretivas.

Para isso, a Rede desenvolve um intenso trabalho de incidência política, buscando diversificar e inovar em sua atuação. As estratégias buscam mobilizar a opinião pública, a imprensa, a academia, a sociedade civil e outros atores para incidir de maneira mais eficaz sobre o poder público, último responsável pela efetivação das garantias fundamentais e por promover mudanças positivas no sistema de justiça brasileiro.

Sobre o Fórum Popular de Segurança Pública do Nordeste

O Fórum Popular de Segurança Pública do Nordeste é uma articulação da Sociedade Civil que reúne movimentos sociais, núcleos de pesquisa, coletivos e organizações comunitárias, com o objetivo de fomentar e incidir sobre o debate das políticas públicas de segurança, de maneira popular, a partir das especificidades da Região Nordeste, que compartilha uma realidade de aumento progressivo da violência letal e intensificação da criminalização da pobreza e dos movimentos sociais.

Atualmente conta com pontos focais em cinco dos nove estados nordestinos: Alagoas, Bahia, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte. O Fórum têm como princípios: Direitos Humanos no centro da concepção de segurança pública; Participação popular e auto-organização; Antimachismo e Antirracismo; a garantia da diversidade sexual e a garantia da diversidade religiosa.