
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) apresentou uma denúncia contra o deputado estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha, e o tenente-coronel da Polícia Militar José Hildon Brandão. Ambos são acusados de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro em Feira de Santana e cidades vizinhas. A denúncia é um desdobramento da Operação El Patrón, que investiga atividades ilícitas como extorsão, exploração do jogo do bicho e lavagem de dinheiro na região.
De acordo com o MP-BA, Binho Galinha seria o líder de uma organização criminosa que opera em Feira de Santana há mais de dez anos, com envolvimento em crimes como agiotagem, receptação qualificada e o jogo do bicho. O tenente-coronel, por sua vez, teria facilitado a ocultação do patrimônio ilícito da organização, desempenhando um papel crucial no esquema.
A denúncia detalha um dos episódios de lavagem de dinheiro, envolvendo a compra de um terreno no bairro Papagaio, em Feira de Santana, em setembro de 2022. O pagamento foi feito em dinheiro vivo, sem qualquer documentação que comprovasse a propriedade do terreno por parte do vendedor. Essa transação em espécie, segundo os promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), visava dificultar o rastreamento do dinheiro e a verificação da origem ilícita.
Além da negociação imobiliária, o tenente-coronel também teria se envolvido em outro negócio suspeito, em janeiro de 2023, quando adquiriu um veículo utilizando parte do pagamento em dinheiro em espécie. O MP-BA aponta que, em ambos os casos, não foi apresentada justificativa para a origem dos recursos empregados nas transações, o que reforça as suspeitas de lavagem de dinheiro.
Em resposta à denúncia, a defesa de Binho Galinha afirmou que confia na Justiça e que se pronunciará sobre o assunto no momento adequado. O MP-BA, por sua vez, pediu à Justiça a manutenção do afastamento cautelar do tenente-coronel de suas funções na Polícia Militar, além da indisponibilidade dos bens de ambos os acusados, visando garantir a reparação pelos danos causados. A decisão agora está nas mãos da Justiça, que determinará se os investigados serão formalmente processados.
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