
A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,8% no segundo trimestre de 2025, marcando o menor índice da série histórica iniciada em 2012, segundo o IBGE. O número representa uma redução significativa, com 6,3 milhões de pessoas ainda em busca de trabalho — 1,3 milhão a menos em relação ao trimestre anterior e 1,1 milhão a menos na comparação anual.
Ao mesmo tempo, a população ocupada no país alcançou um recorde: 102,3 milhões de pessoas trabalhando. O crescimento foi de 1,8% no trimestre (mais 1,8 milhão de pessoas) e 2,4% no ano (mais 2,4 milhões). O nível de ocupação, que mede a proporção de pessoas ocupadas em relação à população em idade de trabalhar, também bateu recorde, repetindo os 58,8% registrados no final de 2024.
Outro dado positivo foi o rendimento médio real habitual dos trabalhadores, que chegou a R$ 3.477 – o maior da série histórica. O valor subiu 1,1% em relação ao trimestre anterior e 3,3% na comparação anual. Já a massa de rendimento somou R$ 351,2 bilhões, também recorde, com aumentos de R$ 9,9 bilhões no trimestre e R$ 19,7 bilhões no ano.
A taxa composta de subutilização, que considera pessoas desocupadas, subocupadas e que gostariam de trabalhar, mas não procuram emprego, caiu para 14,4%, o menor percentual desde o início da série. A população subutilizada foi de 16,5 milhões de pessoas, com queda de 9,2% no trimestre e 11,7% no ano. O número de desalentados — quem desistiu de procurar trabalho — caiu 13,7% e representa agora 2,5% da população fora da força de trabalho.
O número de trabalhadores por conta própria também alcançou o maior patamar da série, com 25,8 milhões de brasileiros. Já a taxa de informalidade ficou em 37,8%, com leve queda em relação aos trimestres anteriores. Ao todo, o Brasil tem 38,7 milhões de trabalhadores atuando de forma informal.
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