
A doença de Alzheimer é uma condição neurodegenerativa progressiva que afeta a memória, o comportamento e a autoestima das pessoas. Entre 2020 e junho de 2025, a doença foi responsável por mais de 273 mil atendimentos ambulatoriais na Bahia, segundo dados do Ministério da Saúde. Com mais de 55 milhões de pessoas afetadas no mundo, sendo cerca de 2 milhões no Brasil, o Alzheimer é um dos principais motivos de demência. Para alertar a população sobre a importância do diagnóstico precoce, foi criado o Dia Mundial da Doença de Alzheimer, celebrado em 21 de setembro, destacando a necessidade de atenção aos sinais iniciais da doença.
O diagnóstico do Alzheimer é clínico, mas pode ser complementado por exames de neuroimagem, testes neuropsicológicos e, mais recentemente, exames genéticos e biomarcadores. A médica geneticista Rosenelle Araújo, do Sabin Diagnóstico e Saúde, explica que esses exames auxiliam na precisão diagnóstica, podendo afastar ou confirmar suspeitas em pacientes sintomáticos. Entre as opções estão a pesquisa de variantes no gene APOE, que indica risco aumentado da doença, painéis genéticos para doenças neurodegenerativas e o exame PrecivityAD2, inovador, baseado em espectrometria de massa, que detecta biomarcadores mesmo em estágios iniciais do Alzheimer.
Os principais sinais da doença incluem perda de memória de eventos recentes, dificuldade de comunicação, desorientação no tempo e espaço, problemas para realizar tarefas cotidianas e alterações de humor e personalidade. A especialista alerta que, ao surgir qualquer sintoma, é essencial procurar atendimento médico para investigação e acompanhamento adequado. Embora exames genéticos não sejam indicados como preditivos, eles auxiliam no diagnóstico, no prognóstico e na definição de cuidados personalizados, contribuindo para a melhor abordagem terapêutica para cada paciente.
