
O número de diagnósticos de Transtorno do Espectro Autista (TEA) tem crescido no Brasil, segundo o Censo 2022 do IBGE. Já são 2,4 milhões de pessoas diagnosticadas, o equivalente a 1,2% da população, com maior prevalência em crianças de 5 a 9 anos. O aumento também foi registrado nas escolas: o Censo Escolar 2023 apontou crescimento de 48% em alunos com autismo em apenas um ano, evidenciando a necessidade de capacitação docente e equipes multidisciplinares.
Nesse cenário, a fonoaudiologia surge como ferramenta essencial para apoiar o desenvolvimento da comunicação de pessoas com TEA. De acordo com a fonoaudióloga Joseane Bouzon, o acompanhamento pode estimular a fala, ampliar o vocabulário, trabalhar a compreensão da linguagem e utilizar recursos alternativos, como aplicativos e sistemas visuais, para facilitar a expressão e reduzir frustrações.
A intervenção precoce é apontada como fator decisivo para promover qualidade de vida, inclusão escolar e social. Segundo Bouzon, o trabalho vai além da fala, criando caminhos de comunicação verbais ou não verbais que permitem à criança interagir, expressar emoções e alcançar maior autonomia.
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