
O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que aceitaria ser candidato à Presidência da República em 2026, desde que tenha o apoio do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A declaração foi feita durante uma live nesta quarta-feira (16), ao lado do comentarista Paulo Figueiredo. Eduardo reforçou que considera Jair o “candidato legítimo”, mas que, com o aval dele, estaria pronto para assumir o desafio.
A fala ocorre em meio a uma série de críticas que Eduardo tem feito ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tido como possível presidenciável da direita. Apesar de Tarcísio ter dito, também nesta quarta, que não pretende disputar o Planalto e que deve concorrer à reeleição em São Paulo, Eduardo ironizou: “Ele não queria ser candidato ao governo de São Paulo também”.
Em entrevista recente, Eduardo afirmou que deve permanecer nos Estados Unidos e que, se retornar ao Brasil, corre o risco de ser preso. Ele tem sido citado em investigações sobre articulações golpistas e se considera perseguido judicialmente. “Se o motivo [para não ser usado pelo governo Trump] é que tenho posições radicais, as respostas moderadas também não nos tiraram do buraco institucional”, disse.
Durante a transmissão ao vivo, Eduardo voltou a criticar Tarcísio, desta vez por sua tentativa de negociação com o governo dos Estados Unidos em relação ao tarifaço imposto por Donald Trump a produtos brasileiros. Ele também ironizou o fato de o governador ter deletado fotos com o boné da campanha de Trump, o “MAGA” (“Make America Great Again”).
Por fim, Eduardo Bolsonaro voltou a atacar o ministro Alexandre de Moraes, do STF. Em tom de deboche, sugeriu que o magistrado deixasse a Corte para “ser professor universitário ou embaixador no Irã”, insinuando que prestaria melhor serviço fora do Supremo. As declarações ocorrem em meio a uma crescente tensão entre figuras da extrema direita e o Judiciário.
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