
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), foi vaiado nesta terça-feira (20) durante um evento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no município de Rio Grande. Diante da hostilidade, Leite pediu respeito às diferenças políticas e defendeu a união nacional em um ambiente institucional.
A manifestação ocorreu no estaleiro Ecovix, no porto da cidade, durante a cerimônia em que Lula assinou contratos do programa Mar Aberto. O pacote prevê investimentos de R$ 2,8 bilhões na indústria naval e offshore brasileira, com foco na retomada do setor.
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Ao ser anunciado para discursar, Leite foi vaiado e ouviu gritos de “sem anistia” vindos da plateia. Ainda assim, manteve o tom firme e afirmou que o Brasil saiu de uma eleição apertada, o que exige diálogo e não hostilidade. Segundo ele, atacar quem pensa diferente apenas aprofunda divisões.
Durante o discurso, o governador lembrou que Lula venceu a eleição presidencial com 50,8% dos votos, enquanto quase metade do país escolheu outro candidato. Para Leite, quem defende a reconstrução nacional precisa respeitar opiniões divergentes e preservar o debate democrático.
Leite também destacou que o evento não tinha caráter eleitoral, mas institucional. Ele afirmou que a falta de respeito “incendeia ainda mais” o ambiente político e reforçou que cumpre seu papel em nome do povo gaúcho, mantendo respeito ao cargo de presidente da República.
O episódio acontece em meio às articulações eleitorais para 2026. No Rio Grande do Sul, Lula ainda não tem palanque definido, enquanto Leite tenta consolidar a sucessão estadual e aparece como possível nome da oposição para a disputa presidencial, a depender da reorganização do centro e do centro-direita.
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