Embates com Rui Costa aceleraram saída de Lewandowski do governo

Embates com Rui Costa e desgaste interno teriam acelerado a saída de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça, segundo bastidores de Brasília.

Foto: José Cruz/Agência Brasil

A saída de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça foi resultado direto de desgastes internos no Governo Federal. Embates frequentes com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e tensões com a Secretaria de Comunicação Social (Secom) minaram a permanência do ex-ministro na pasta. Além disso, aliados relataram episódios recorrentes de “fogo amigo” dentro da Esplanada.

Lewandowski deixou o cargo sem conseguir avançar na principal bandeira de sua gestão: a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. A falta de apoio político e a indefinição sobre o novo comando do ministério tendem a atrasar ainda mais a tramitação do texto no Congresso Nacional.

Nos bastidores, o ex-ministro passou a se sentir isolado nas articulações políticas. A situação se agravou quando surgiu a proposta de criação de uma secretaria extraordinária, vinculada à Casa Civil, para centralizar ações de segurança pública. Mesmo com a ideia barrada pelo presidente Lula, Lewandowski interpretou o movimento como uma tentativa de esvaziar sua autoridade.

Durante uma reunião considerada tensa, em novembro, Lewandowski chegou a confrontar Rui Costa diretamente. Segundo relatos, ele questionou se o ministro da Casa Civil teria interesse em assumir o controle da área, em uma fala que expôs o nível de desgaste interno entre os dois.

Com a saída confirmada, lideranças do governo passaram a articular um nome de consenso para o comando do ministério. O senador Jaques Wagner, Rui Costa e o ministro da Secom, Sidônio Palmeira, defendem uma indicação conjunta. O favorito da ala baiana é Wellington Cesar Lima e Silva, atual advogado-geral da Petrobras, que conta com forte apoio político nos bastidores.

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