
A Língua Brasileira de Sinais (Libras) é uma das principais ferramentas de inclusão da comunidade surda, mas ainda é pouco difundida no país. Mesmo sendo a segunda língua oficial do Brasil, seu ensino não é obrigatório na educação básica, o que compromete o processo de inclusão nas escolas.
Para o pedagogo e especialista em Libras, Sidney Lima, inserir a disciplina desde as séries iniciais é fundamental. Ele explica que, apesar da Lei 10.436 determinar o ensino de Libras nas universidades, a carga horária é insuficiente para garantir fluência. Nas escolas, por outro lado, as crianças têm maior facilidade de aprendizado, o que favorece a comunicação e a integração entre alunos surdos e ouvintes.
O debate sobre o tema avançou recentemente com a realização de uma audiência pública na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. O Projeto de Lei nº 6284/2019 propõe a inclusão de Libras em todas as etapas da educação básica, garantindo que alunos surdos tenham a língua de sinais como primeira língua, ensinada por professores capacitados e, preferencialmente, surdos.
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