
A demência não depende apenas da genética. Um estudo realizado por pesquisadores da Suécia aponta que até 50% dos casos da doença estão ligados a fatores do estilo de vida, muitos deles modificáveis. Hábitos cotidianos, como alimentação, sono, controle de doenças crônicas e estímulo intelectual, exercem papel decisivo na saúde do cérebro ao longo dos anos.
Os pesquisadores analisaram como comportamentos comuns influenciam o envelhecimento cerebral. A demência, termo que engloba doenças neurodegenerativas como o Alzheimer, provoca perda progressiva da memória, do raciocínio e da autonomia. No entanto, os dados indicam que mudanças simples podem retardar ou até evitar esse processo.
Entre os fatores de maior risco, o diabetes chamou atenção. A doença acelera o acúmulo da proteína beta-amiloide no cérebro, responsável por formar placas que prejudicam a comunicação entre os neurônios. Além disso, a resistência à insulina dificulta a eliminação dessas proteínas, favorecendo o surgimento do Alzheimer.
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Outro alerta importante envolve o peso corporal em idosos. Segundo o estudo, um índice de massa corporal muito baixo pode indicar atrofia cerebral precoce. Por isso, monitorar o peso ao longo da vida se torna essencial para identificar sinais silenciosos de declínio cognitivo.
A baixa escolaridade também aparece como fator relevante. Pessoas com menos acesso à educação tendem a enfrentar mais estresse, além de terem menor acesso a cuidados médicos preventivos. Como consequência, o cérebro fica mais vulnerável aos efeitos do envelhecimento e das doenças neurodegenerativas.
Por fim, os pesquisadores destacam o impacto do isolamento social e da depressão. Viver sozinho, ter poucos vínculos sociais ou enfrentar problemas emocionais reduz a resistência das células cerebrais. Em contrapartida, atividades intelectuais, convívio social, boa alimentação e sono de qualidade fortalecem a chamada reserva cognitiva, protegendo a memória ao longo do tempo.
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