
O Google informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não possui dados sobre quem publicou na internet uma cópia da chamada “minuta do golpe”. A manifestação foi enviada após determinação do ministro Alexandre de Moraes, que atendeu a um pedido da defesa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres. O documento foi encontrado na casa do ex-secretário durante buscas da Polícia Federal em 2023.
Segundo a empresa, o Google apenas indexa conteúdos já disponíveis na internet, mas não é responsável pela hospedagem de sites de terceiros, onde supostamente o material foi publicado. A empresa afirmou que não pode fornecer os dados solicitados, já que o pedido judicial não especifica uma URL nem está vinculado a serviços diretamente operados pelo Google.
O Google ainda orientou que os dados sejam requeridos diretamente aos administradores dos sites onde a minuta foi publicada. A empresa destacou que sua ferramenta de busca apenas organiza e facilita o acesso às informações disponíveis publicamente, mas não armazena ou controla os conteúdos em si.
A defesa de Anderson Torres busca sustentar que o documento encontrado em sua casa já estava disponível na internet, o que, segundo os advogados, diminuiria seu peso nas investigações. A estratégia é pedir uma perícia para comprovar que a minuta não seria a mesma apresentada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro aos comandantes das Forças Armadas, como aponta a apuração da PF.
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