A eleição para a primeira vice-presidência da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) foi adiada mais uma vez nesta terça-feira (1º) por falta de consenso dentro do PT. O pleito já havia sido postergado na última semana após o deputado Júnior Muniz (PT) surpreender ao lançar sua candidatura contra a colega de partido Fátima Nunes, que contava com o apoio da maioria da bancada petista. Mesmo sob pressão da Executiva Estadual do partido, Muniz manteve sua candidatura, dificultando um desfecho para a disputa.
Durante a sessão, um novo requerimento foi lido em plenário reafirmando o apoio da bancada petista a Fátima Nunes. Além disso, a Executiva Estadual do PT protocolou um documento respaldando a escolha da deputada. Nos bastidores, a movimentação foi interpretada como um isolamento de Muniz dentro do partido. No entanto, ele seguiu firme na disputa, mesmo após uma reunião com a articulação política do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que tentou convencer o parlamentar a desistir da candidatura.
Aliados do governo e da oposição avaliam que, mesmo se Muniz desistisse, Fátima Nunes teria dificuldades para reunir os 32 votos necessários para vencer. A falta de capilaridade política da deputada é apontada como um dos principais entraves para sua eleição. A situação gerou um dilema interno no PT, já que uma eventual derrota de Fátima poderia refletir negativamente na articulação política do governador.
Parlamentares influentes da base governista e da oposição estimam que Muniz teria atualmente entre 45 e 50 votos, enquanto Fátima Nunes poderia ser derrotada pelo alto número de votos nulos e brancos. Com o impasse sem solução à vista, o futuro da eleição para a vice-presidência da Alba segue indefinido.
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