
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) acatou recurso do Ministério Público Federal (MPF) e suspendeu o habeas corpus que havia interrompido as investigações contra o ex-prefeito de Ibititá e deputado estadual, Cafu Barreto (PSD). As apurações tratam de supostos crimes de improbidade administrativa e incluem a análise de provas coletadas em operações anteriores.
A decisão foi proferida pela vice-presidente do TRF1, desembargadora Gilda Sigmaringa Seixas, que discordou da Terceira Turma do tribunal, responsável por considerar as investigações ilegais desde o início, alegando incompetência da Procuradoria da República no Município de Irecê para conduzir o caso.
Cafu Barreto já foi preso em maio de 2022 durante a Operação Rochedo, da Polícia Federal, que apurou um esquema de fraudes em licitações nas áreas de saúde e educação. Na ocasião, foram apreendidos bens, incluindo uma aeronave vinculada a empresa do deputado, e cumpridos mandados de prisão por posse ilegal de arma de fogo.
As investigações indicam que o grupo criminoso teria desviado mais de R$ 7 milhões entre 2013 e 2020, utilizando recursos federais do Pnate, Fundeb, precatórios do Fundef e verbas para combate à Covid-19. Foram identificados contratos superfaturados e uso de “laranjas” para lavagem do dinheiro público.
A Operação Rochedo contou com o apoio da Controladoria Geral da União (CGU) e cumpriu 31 mandados de busca e apreensão, além de mandados de prisão temporária e afastamento de cargos públicos, visando desarticular o esquema que envolve empresários, agentes públicos e o ex-prefeito.
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