
O assassinato do ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, ocorrido na noite de segunda-feira (15) em Praia Grande, gerou forte repercussão política e institucional. Fontes, de 63 anos, foi alvejado com tiros de fuzil enquanto dirigia seu veículo, que capotou após colidir com um ônibus. O ataque, que também feriu duas pessoas que estavam na rua, é atribuído à ação de criminosos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), maior facção criminosa do estado.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, classificou o crime como “brutal” e destacou que ele evidencia o elevado nível de violência que afeta não apenas o Brasil, mas também outros países. Em entrevista à imprensa, Lewandowski afirmou que a violência não é uma exclusividade nacional e expressou preocupação com a crescente criminalidade. Além disso, o ministro informou que entrou em contato com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, para oferecer apoio federal na investigação do caso. Ele também mencionou que o governo federal está à disposição para auxiliar a Polícia Civil paulista, especialmente nas áreas de perícia científica, como balística e análise de DNA.
Ruy Ferraz Fontes iniciou sua carreira na Polícia Civil em 1988 e foi delegado-geral de 2019 a 2022. Após deixar a função, atuava como secretário de Administração na Prefeitura de Praia Grande. O governo estadual determinou a formação de uma força-tarefa, incluindo equipes da Rota, para identificar e prender os responsáveis pelo assassinato. Fontes era reconhecido como um dos maiores especialistas no combate ao PCC, tendo dedicado mais de 40 anos à segurança pública de São Paulo.
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