
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou neste domingo (7) do desfile de 7 de Setembro, em Brasília, sob o lema “Brasil Soberano”, acompanhado de ministros e autoridades como o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Diferentemente do ano passado, nenhum dos ministros do STF esteve presente no palanque oficial. A celebração, organizada pela Secom, girou em torno de três eixos: “Brasil dos Brasileiros”, “Brasil do Futuro” e a COP30, que será realizada em Belém em novembro. O governo distribuiu bonés temáticos ao público, que somou cerca de 45 mil pessoas, segundo estimativa oficial.
Durante o evento, parte da plateia gritou “sem anistia”, em referência aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023. O tema ganha força no Congresso, onde tramita um projeto para anistiar militares e apoiadores, o que pode beneficiar Jair Bolsonaro (PL), atualmente em prisão domiciliar e prestes a enfrentar julgamento no STF por sua participação na trama golpista. Enquanto Lula adota discurso firme contra a anistia e critica “traidores da pátria”, o ministro da Defesa, José Múcio, defendeu que a decisão cabe ao Legislativo e pediu união nacional.
No pronunciamento oficial transmitido no sábado (6), Lula reforçou a defesa da soberania nacional e enviou recados indiretos a Bolsonaro e a Donald Trump, afirmando que setores da política brasileira traíram o país ao estimular ataques à democracia. A estratégia do Planalto é ressignificar o patriotismo, antes vinculado ao bolsonarismo, como bandeira de seu governo. No ano passado, o mote da Independência foi “Democracia e Independência – É o Brasil no rumo certo”, com ênfase no respeito às instituições e na rejeição ao extremismo.
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