Lula enfrenta Trump e critica tarifas impostas ao Brasil

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conclamou os ministros a erguerem a bandeira da soberania nacional com vigor na manhã de hoje (26). Ao dirigir-se à recente política protecionista dos Estados Unidos, liderada por Donald Trump, ele afirmou com firmeza que “o Brasil não aceitará desaforo, ofensas e petulância de ninguém”, ressaltando que os discursos públicos de seus representantes devem exaltar o caráter democrático, soberano e republicano do país. Referiu-se ao passado imperial com ironia: “Se a gente gostasse de imperador, o Brasil ainda seria monarquia. A gente não quer mais.”

Lula classificou as tarifas impostas por Washington como descabidas, mas deixou claro que o governo brasileiro está aberto à negociação. “Estamos dispostos a sentar à mesa em igualdade de condições. O que não estamos dispostos é sermos tratados como se fôssemos subalternos. Isso nós não aceitamos de ninguém. É importante saber que o nosso compromisso é com o povo brasileiro”.

No campo econômico, o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin apresentou dados contundentes: 35,6% das exportações brasileiras aos Estados Unidos estão atualmente sob uma tarifa de 50%. O “tarifaço”, como foi apelidado, faz parte da estratégia norte-americana para resguardar sua competitividade frente à China – e o Brasil, mesmo atingido, se mantém elaborando respostas estruturadas.

Este momento político desenha um novo capítulo na defesa da dignidade nacional: firmeza na retórica, restaurando a autoestima da diplomacia brasileira; clareza na atuação econômica, enfrentando desafios com estratégia; e, acima de tudo, a reafirmação de que o Brasil é uma república democrática e soberana, que dialoga de igual para igual com o mundo, mas jamais se dobrou a interesse alheio.

Bahia Política

Faça parte do nosso grupo no WhatsApp se preferir entre em nosso canal no Telegram.