Medicamentos que afetam dirigir com segurança

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O uso de medicamentos como antidepressivos, ansiolíticos, anti-inflamatórios e antialérgicos pode comprometer significativamente a capacidade de dirigir com segurança. Alterações no raciocínio, na coordenação motora e na atenção são efeitos relatados por especialistas, sobretudo em contextos de automedicação ou associação de múltiplos fármacos, aumentando o risco no trânsito.

Durante o 16º Congresso Brasileiro de Medicina do Tráfego, foi destacada uma diretriz da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) que classifica medicamentos segundo seu potencial de interferência na condução veicular. Fatores como idade, peso, dose e tempo de ingestão fazem diferença nos efeitos observados, de modo que mesmo doses modestas podem acarretar perigo.

Exemplos de riscos envolvem relaxantes musculares, capazes de provocar sonolência e visão turva; benzodiazepínicos, já associados a maior probabilidade de acidentes; e antialérgicos de primeira geração (ex: difenidramina), que prejudicam a atenção e reações. É fundamental consultar um médico ou farmacêutico e evitar dirigir quando estiver sob efeito de remédios com potencial sedativo.

Faça parte do Grupo Bahia Política no WhatsApp, se preferir entre em nosso canal no Telegram.