
O imbróglio em torno da sucessão política de Jair Bolsonaro está cada vez mais explícito. Com o ex-presidente fora da disputa e inelegível, nomes como Michelle Bolsonaro e Tarcísio de Freitas emergem como os principais pretensos herdeiros de seu capital eleitoral. A corrida, porém, permanece incerta.
Para muitos analistas, o vácuo deixado por Bolsonaro mudou o jogo e o tabuleiro político já começa a se mexer. O apagamento do ex-mandatário faz com que a “bancada Bolsonaro” busque sobrevivência. Esse contexto favorece Michelle e Tarcísio, que tentam consolidar apoio dentro da ala conservadora.
Michelle aposta no carisma e na capilaridade junto ao eleitorado feminino e evangélico. Nos últimos meses, ela percorre o país mobilizando filiações para o núcleo feminino da legenda, o PL Mulher. Esse movimento tem elevado sua visibilidade de forma consistente.
Já Tarcísio soma experiência administrativa e base de governança forte. À frente de um dos estados mais relevantes do país, ele é visto por parte da elite bolsonarista como um nome “técnico” capaz de dar estabilidade ao projeto de direita. Pesquisas recentes mostram que ele figura como favorito em muitos cenários.
Apesar disso, nem tudo é tranquilo. A família Bolsonaro vive tensões internas evidentes, com disputas de influência e desconfianças, sobretudo em relação a quem de fato herdará o legado do ex-presidente. Essa divisão expõe fragilidades.
O resultado dessa disputa pode redefinir o rumo do bolsonarismo. Se Michelle ou Tarcísio vencerem, poderão liderar a direita em 2026. Caso contrário, o eleitorado conservador pode se dispersar. De qualquer forma, a sucessão será decisiva para o futuro do campo.
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