Moraes barra sindicância do CFM sobre atendimento a Bolsonaro

Moraes anula sindicância do CFM sobre atendimento médico a Bolsonaro, determina envio de exames e afirma que não houve falha da PF.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou a decisão do Conselho Federal de Medicina (CFM) que havia instaurado sindicância para apurar o atendimento médico prestado ao ex-presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal. Segundo o ministro, a medida é ilegal e carece de competência correicional, além de apresentar desvio de finalidade.

Na decisão, Moraes determinou que a PF colha, em até dez dias, o depoimento do presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo. Além disso, ordenou que a direção do Hospital DF Star encaminhe, em até 24 horas, todos os exames realizados em Bolsonaro às autoridades competentes.

Bolsonaro passou por tomografia computadorizada, ressonância magnética e eletroencefalograma após sofrer uma queda no local onde cumpre pena, em Brasília. De acordo com a equipe médica, o episódio ocorreu durante uma caminhada, sem confirmação de crise convulsiva. Após os exames, ele retornou à Superintendência da PF.

Ao fundamentar a decisão, Moraes afirmou que não houve omissão nem falha no atendimento médico prestado pela PF. Segundo o ministro, os exames não apontaram problemas ou sequelas, o que reforça a atuação correta e competente da equipe responsável, afastando a necessidade de qualquer apuração pelo CFM.

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