
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quarta-feira (16) o pedido de liberdade feito pela defesa do ex-ministro Walter Braga Netto. Segundo o magistrado, a situação do investigado não mudou desde que a prisão preventiva foi decretada e há fortes indícios de que ele representa risco à ordem pública e à aplicação da lei penal.
Braga Netto está preso desde dezembro de 2024, sob suspeita de tentar acessar informações sigilosas da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid. Ele também é investigado por supostamente financiar militares envolvidos em um plano para sequestrar o próprio ministro Alexandre de Moraes.
A defesa do ex-ministro argumentou que ele está preso há mais de 190 dias e que as condições que motivaram a prisão já teriam sido superadas. Moraes, no entanto, refutou os argumentos e reforçou que os fatos apresentados continuam válidos para justificar a manutenção da prisão preventiva.
O ex-candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro se tornou réu após ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República por envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado. A denúncia foi aceita pela Primeira Turma do STF em março deste ano.
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