O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta terça-feira (25) que a Corte esteja condenando apenas “velhinhas com a bíblia na mão” pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A declaração foi dada durante a análise das questões preliminares no julgamento de oito denunciados, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro e o general Braga Netto. O termo tem sido utilizado por apoiadores de Bolsonaro para criticar as decisões do STF.
Durante a sessão, Moraes afirmou que há uma “narrativa mentirosa” sobre as condenações e apresentou dados para desmenti-la. Segundo ele, das 497 condenações já proferidas, 454 envolvem pessoas com até 59 anos, enquanto apenas sete condenados tinham entre 70 e 75 anos. O ministro também criticou a disseminação de fake news sobre o tema, reforçando que as decisões seguem critérios técnicos e jurídicos.
O julgamento em andamento analisa se o STF recebe a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), apresentada em fevereiro, contra o núcleo central da suposta trama golpista. Entre os acusados estão ex-ministros e militares de alta patente, como Augusto Heleno, Alexandre Ramagem e Mauro Cid. Caso a denúncia seja aceita, os envolvidos se tornarão réus na ação penal.
A Primeira Turma do STF, composta por cinco dos 11 ministros da Corte, conduz a análise do caso. Após a fase das questões preliminares, os magistrados decidirão se Bolsonaro e os demais denunciados responderão formalmente à acusação. O julgamento marca mais um desdobramento no processo de responsabilização dos envolvidos nos atos contra a democracia.
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