A mais recente pesquisa Quaest, divulgada nesta quinta-feira (3), revela que 62% dos brasileiros são contra a candidatura de Lula (PT) à reeleição em 2026, enquanto 35% apoiam a ideia. O índice de rejeição ao atual presidente cresceu desde dezembro de 2024, quando era de 52%. O levantamento, encomendado pela Genial Investimentos, ouviu 2.004 pessoas entre 27 e 31 de março e tem margem de erro de dois pontos percentuais.
No cenário de um eventual segundo turno, Lula aparece tecnicamente empatado com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível até 2030. Lula registra 44% das intenções de voto contra 40% de Bolsonaro. O levantamento também simulou disputas contra outros candidatos da direita, como Michelle Bolsonaro (38%), Tarcísio de Freitas (37%) e Romeu Zema (31%), vencendo em todos os cenários analisados.
A pesquisa também investigou quem poderia ser o principal nome da direita caso Bolsonaro não dispute. Tarcísio de Freitas lidera com 15%, seguido por Michelle Bolsonaro (14%) e Pablo Marçal (11%). Outros nomes, como Eduardo Bolsonaro, Romeu Zema e Ronaldo Caiado, aparecem com percentuais mais baixos, enquanto 19% dos entrevistados afirmaram não apoiar nenhum dos candidatos listados.
O levantamento apontou ainda que a rejeição de Lula subiu para 55%, mesmo índice de Bolsonaro. Em janeiro, o atual presidente tinha rejeição de 49%. Eduardo Bolsonaro é o mais rejeitado entre os possíveis candidatos, com 56%, enquanto os menos rejeitados são Zema (24%) e Caiado (26%), embora também sejam os menos conhecidos pelo eleitorado.
Os dados também mostram que o país está dividido entre o medo da continuidade de Lula na presidência (41%) e o receio de um possível retorno de Bolsonaro (44%). Um pequeno percentual (6%) afirmou ter medo de ambos, enquanto 4% disseram não temer nenhum dos dois. A incerteza sobre os rumos políticos do Brasil reforça o clima de polarização para a eleição de 2026.
Com a crescente rejeição a Lula e a incerteza sobre o candidato da direita, a disputa presidencial segue indefinida. A pesquisa indica que, apesar da vantagem do atual presidente sobre outros nomes, seu alto índice de rejeição pode ser um obstáculo. A sucessão de Bolsonaro dentro do campo conservador também segue aberta, com Tarcísio e Michelle se destacando como principais alternativas.
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