
O Partido Liberal (PL), sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro, tem enfrentado uma redução significativa em sua bancada na Câmara dos Deputados. Iniciando a legislatura de 2023 com 99 parlamentares, o partido já perdeu 13 cadeiras, resultado de expulsões, decisões judiciais e migrações partidárias.
Só na última semana, o PL registrou a saída de três deputados. As deputadas Silvia Waiãpi e Sonize Barbosa, ambas do Amapá, tiveram seus mandatos cassados após cumprimento de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre regras das sobras eleitorais. Além disso, o deputado Antônio Carlos Rodrigues foi expulso do partido por criticar Donald Trump e elogiar o ministro Alexandre de Moraes.
Desde o início da legislatura, vários parlamentares migraram para outras siglas, como PP, Republicanos e Novo. Apenas duas adesões foram registradas no PL, incluindo o atual líder da oposição, deputado Zucco. Essas movimentações refletem disputas internas e mudanças na identidade política da sigla.
Para o líder da bancada do PL, Sóstenes Cavalcante, as mudanças indicam uma “migração ideológica” dentro do partido. Segundo ele, o PL, que tradicionalmente era um partido de centro, mudou seu posicionamento para se tornar uma sigla de direita com a chegada de Bolsonaro em 2022.
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