PM afasta agentes após mortes em Camaçari

Foto: Redes Sociais

O comandante-geral da Polícia Militar da Bahia, coronel Antônio Carlos Silva Magalhães, afirmou que haverá responsabilização caso seja confirmada falha na ação policial que resultou na morte dos jovens Gilson Jardas, de 18 anos, e Luan Henrique, de 20, na última terça-feira (8), em Camaçari. A PM sustenta que houve troca de tiros, mas essa versão é contestada pelas famílias das vítimas e moradores da região.

Segundo testemunhas, os jovens estavam na porta de casa, no loteamento Canto dos Pássaros, quando foram abordados por agentes da 59ª CIPM e forçados a entrar no imóvel. Em seguida, ouviram-se disparos. Vídeos mostram os corpos sendo colocados no porta-malas de uma viatura. A ausência de câmeras corporais nos uniformes dos policiais envolvidos também gerou críticas.

A Polícia Civil registrou o caso como “morte por intervenção de agente do Estado” e investiga a conduta dos PMs. As armas usadas na ação foram recolhidas, e os policiais afastados do patrulhamento. O subsecretário da SSP-BA, Marcel de Oliveira, informou que os agentes cumprem funções administrativas enquanto o caso é apurado.

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) pediu celeridade nas investigações e aguarda laudos da perícia para embasar eventuais medidas. A versão da PM afirma que foram apreendidas armas com os jovens, incluindo duas pistolas com numeração raspada, uma espingarda e uma pistola falsa. Os familiares, no entanto, alegam que os objetos não pertenciam às vítimas.

Gilson e Luan foram sepultados sob forte comoção. Parentes disseram que não havia cápsulas no local nem marcas de tiros no imóvel, e defenderam a inocência dos dois. O caso segue sob investigação com acompanhamento do Ministério Público, que deve analisar os laudos periciais e definir se houve abuso por parte dos agentes envolvidos.

Bahia Política

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