Prefeitura de Lauro de Freitas alega crise apesar de superávit

Foto: Tiago Pacheco

Mesmo apresentando superávit de R$ 172 milhões no primeiro semestre de 2025, a Prefeitura de Lauro de Freitas afirma enfrentar uma crise financeira. A justificativa veio à tona após o impasse com os professores da rede municipal, que reivindicam o reajuste do piso salarial e estão em estado de greve. A gestão atual, comandada pela prefeita Débora Régis (União Brasil), assumiu o município há seis meses.

De acordo com dados oficiais, entre janeiro e junho, a arrecadação municipal chegou a R$ 604,3 milhões, enquanto as despesas somaram R$ 431,9 milhões. Mesmo com esse saldo positivo, a Prefeitura declarou à Justiça que tem enfrentado dificuldades para manter os pagamentos e investimentos em dia, o que motivou a adoção de medidas judiciais contra a greve da educação.

A gestão afirma que precisou assumir dívidas deixadas pela administração anterior, incluindo cerca de R$ 80 milhões em débitos previdenciários e tributários parcelados, que geram um custo mensal de aproximadamente R$ 5 milhões. Além disso, já foram pagos R$ 37 milhões em despesas de exercícios anteriores, como salários, tributos e contas com fornecedores, incluindo empresas como Coelba e Embasa.

A Prefeitura também aponta a existência de uma dívida remanescente com fornecedores da ordem de R$ 75 milhões, além de precatórios que vencem ainda este ano, no valor de R$ 5 milhões. Apesar do superávit, os números revelam um cenário financeiro que, segundo a atual gestão, limita a capacidade de novos investimentos no município.

Bahia Política

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