Presidenciável do MBL radicaliza discurso e defende morte de criminosos

Renan Santos radicaliza discurso, defende execução de criminosos, ataca Flávio Bolsonaro e prega intervenção no Maranhão.

Foto: Arquivo/Instagram

Renan Santos, fundador do MBL e pré-candidato à Presidência da República pelo recém-criado partido Missão, tem intensificado discursos radicais nas redes sociais como estratégia para ganhar visibilidade política. A escalada ocorre em meio às dificuldades do partido, que enfrenta baixa representação no Congresso e tempo reduzido de propaganda eleitoral.

Nos últimos dias, Renan passou a defender abertamente a morte de criminosos, além de adotar ataques pessoais contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). Em uma transmissão ao vivo, ele chamou o parlamentar de traidor e afirmou que ele “tem que morrer”, declaração que repercutiu negativamente no meio político.

Além disso, o presidenciável tem defendido o uso da força letal como política de segurança pública. Durante evento em Mossoró (RN), cidade conhecida pela resistência ao bando de Lampião, Renan afirmou que “vagabundo se trata na bala” e citou facções criminosas como PCC, Comando Vermelho e Sindicato do Crime.

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Paralelamente, Renan também passou a defender que o Brasil produza armas nucleares. O discurso ganhou reforço do deputado federal Kim Kataguiri (União), principal nome do MBL no Congresso e autor de uma PEC que autoriza a produção de bomba atômica para fins classificados como pacíficos.

Ao abordar o Nordeste, o pré-candidato adotou um tom ainda mais agressivo. Ele afirmou que viver no Maranhão é “uma bosta” e defendeu uma intervenção federal no estado, alegando que a classe política local é “um lixo” e que a medida melhoraria o Índice de Desenvolvimento Humano.

Renan também criticou políticas sociais e declarou que não pretende dialogar com a população nordestina de forma, segundo ele, “condescendente”. Para o presidenciável, os maranhenses deveriam se tornar economicamente ativos, com mais deveres além de direitos.

Apesar da forte exposição, Renan Santos segue com desempenho baixo nas pesquisas eleitorais, raramente ultrapassando 3% das intenções de voto. Ainda assim, ele aposta no crescimento ao mirar o eleitorado jovem masculino da chamada geração Z. Procurados, Renan e representantes do partido Missão não se manifestaram.

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