
Apesar de a Assembleia Legislativa da Bahia manter a prisão de Binho Galinha (PRD), o Conselho de Ética não pode agir sem provocação formal. A legislação interna exige denúncia apresentada por outro deputado, partido político ou qualquer cidadão que apresente provas consistentes. Sem esse procedimento, o colegiado segue impedido de abrir investigação contra o parlamentar, mesmo com as acusações de envolvimento em crimes graves.
Instalado em maio de 2024, sob a presidência de Vitor Bonfim (PV), o Conselho foi criado após pressão sobre o então presidente da Casa, Adolfo Menezes (PSD). À época, a Operação El Patrón, da Polícia Federal, já investigava Binho por lavagem de dinheiro e comércio ilegal de peças de veículos. Mesmo com acesso à denúncia do Ministério Público, o colegiado não recebeu representação formal, e o deputado manteve suas atividades políticas, chegando a participar de eventos ao lado do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Com a nova prisão preventiva decretada em outubro, Binho voltou ao centro do noticiário. A Assembleia apenas confirmou a legalidade da prisão, sem analisar o mérito das acusações. Como não há condenação definitiva, o parlamentar mantém o mandato e as ausências não contam como faltas. Nos bastidores, cresce a avaliação de que ele poderá disputar a reeleição em 2026, apoiado por sua popularidade em Feira de Santana, que permanece alta mesmo após os escândalos.
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