
O recuo da bancada do PT no Senado inviabilizou a derrubada do veto do presidente Lula ao projeto que aumentava o número de deputados federais de 513 para 531. A proposta, aprovada em junho pelo Congresso, buscava evitar a redistribuição proporcional de cadeiras determinada pelo Censo de 2022, contemplando estados que deveriam ganhar vagas sem que outros perdessem.
Na época, os senadores petistas foram decisivos para a aprovação no Senado, garantindo 5 dos 41 votos favoráveis — número mínimo necessário para a medida avançar. No entanto, com o veto de Lula, o partido decidiu não contrariar o presidente. Sem esse apoio, a proposta não reúne força suficiente para superar o veto no Congresso.
O projeto foi pensado para atender estados que cresceram em população sem reduzir o espaço de outros, preservando deputados já eleitos e suas chances de reeleição. Apesar do apelo político, a iniciativa encontra forte resistência popular: pesquisa Datafolha mostra que 76% da população é contra o aumento no número de parlamentares.
Com a decisão do PT, restaria apenas uma mobilização expressiva de senadores ausentes na primeira votação para alterar o cenário, o que é considerado improvável. O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), confirmou que a orientação será pela manutenção do veto, posição também defendida pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE).
A discussão ocorre em meio a uma determinação do STF: até 30 de julho de 2025, o Congresso deveria ter adequado o número de deputados à população de cada estado. Como não houve deliberação, caberá ao TSE redistribuir as vagas até 1º de outubro. Caso isso se confirme, a nova configuração da Câmara passará a valer já a partir das eleições de 2026.
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