Sanções dos EUA atingem esposa de Alexandre de Moraes

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, impôs sanções à advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A medida foi anunciada pelo Departamento do Tesouro dos EUA e inclui o bloqueio de bens e a proibição de entrada no país, conforme os termos da Lei Magnitsky. Essa legislação visa punir indivíduos estrangeiros envolvidos em graves violações de direitos humanos ou corrupção, permitindo ações como o congelamento de ativos e restrições de viagem.

A decisão ocorre em um contexto de crescente tensão entre os EUA e o Brasil. A aplicação da Lei Magnitsky a Alexandre de Moraes foi anunciada em julho de 2025, e a inclusão de sua esposa nas sanções sugere uma intensificação da retaliação por parte do governo norte-americano. Além disso, a medida foi publicada um dia após a chegada da delegação brasileira aos Estados Unidos para a 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursará na abertura do evento.

Essa ação também está relacionada à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, que recebeu uma pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe. Alexandre de Moraes foi o relator do processo que levou à condenação. O governo Trump, aliado de Bolsonaro, tem utilizado a Lei Magnitsky como forma de retaliação ao ministro do STF. Além disso, o deputado Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, foi indiciado pela Polícia Federal por sua atuação junto ao governo dos EUA para promover medidas contra o governo brasileiro e seus ministros.

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