STF quer encerrar casos do 8/1 até o fim deste ano

Foto: Reprodução Rosinei Coutinho/STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) trabalha para finalizar, até o fim de 2025, os julgamentos relacionados à tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro. Após condenar Jair Bolsonaro e sete aliados, a Corte quer entrar em 2026, ano eleitoral, em um cenário de menor tensão institucional. A posse do ministro Edson Fachin na presidência do STF, marcada para 29 de setembro, é vista como um passo importante nesse sentido. Conhecido por sua postura discreta e institucional, Fachin tende a adotar uma linha mais moderada e de baixa exposição política.

Apesar dessa tentativa de pacificação, ministros reconhecem que ainda há turbulências pela frente. Um dos focos de tensão é o caso das emendas parlamentares, sob relatoria de Flávio Dino, que já causou atritos com o Congresso. Além disso, os julgamentos de diferentes núcleos envolvidos no 8 de janeiro avançam rapidamente: o “grupo da desinformação” (núcleo 4) está em fase final, enquanto os processos dos chamados “kids pretos” (núcleo 3) e do grupo “operacional” (núcleo 2) também caminham para a reta final.

Especialistas avaliam que Edson Fachin buscará fortalecer a imagem institucional do STF e reduzir o desgaste político da Corte. No entanto, temas sensíveis devem manter o tribunal sob os holofotes, como uma possível prisão de Jair Bolsonaro ainda em 2025, denúncias contra o deputado Eduardo Bolsonaro e disputas sobre a anistia. A Primeira Turma do STF deve continuar registrando votações divididas, especialmente após a dissidência de Luiz Fux, que votou pela absolvição de Bolsonaro fator que pode alimentar recursos da defesa em tribunais nacionais e internacionais.

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