STJ quase solta líder do BDM preso em Serrinha

Foto: SSPBA

Por um triz, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) não colocou em liberdade uma das maiores lideranças do crime organizado na Bahia. O ministro Ribeiro Dantas concedeu prisão domiciliar a Venício Bacelar Costa, o “Fofão”, líder do Bonde do Maluco (BDM). A decisão, proferida em 3 de outubro, atendeu ao pedido da defesa, que alegou necessidade de cuidar do filho autista do traficante.

O plano quase deu certo. “Fofão” só não deixou o Conjunto Penal de Serrinha porque, coincidentemente, a Justiça baiana decretou uma nova prisão no mesmo dia. Considerado um dos “torres” do BDM, ele comandava atividades criminosas em Vilas de Abrantes, em Camaçari, e em outras regiões da Bahia. O grupo é conhecido por extrema violência e envolvimento em assassinatos de inocentes, policiais e agentes públicos.

A decisão do STJ reconhece que o réu é de “altíssima periculosidade”, mas o ministro justificou a prisão domiciliar como medida humanitária. Segundo a defesa, o filho de dois anos de “Fofão” tem autismo severo e apresenta piora comportamental sem a presença do pai. A mãe, segundo os advogados, não consegue cuidar da criança sozinha.

Apesar disso, Ribeiro Dantas alertou que o descumprimento das condições da prisão domiciliar implicaria nova prisão preventiva. O parecer do STJ chegou ao Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) em 9 de outubro, exatamente quando a 2ª Vara de Garantias de Salvador emitiu nova ordem de prisão, atendendo ao pedido do Gaeco e da Draco.

Na decisão, o juiz Moisés Argones Martins destacou provas que confirmam o papel de comando de “Fofão” no BDM. As investigações revelam que ele liderava um núcleo operacional da facção, com forte presença em Camaçari. O magistrado reforçou que a prisão é essencial para preservar a ordem pública e evitar novos crimes.

Faça parte do Grupo Bahia Política no WhatsApp, se preferir entre em nosso canal no Telegram.