
Um possível crime ambiental está sendo investigado na Barragem de São Paulo, em São Francisco do Conde (BA), após a identificação de uma substância oleosa na água e a morte de dezenas de peixes. O local fica próximo à Refinaria de Mataripe, operada pela Acelen, que nega vazamento e afirma que a barragem é usada apenas para captação de águas pluviais. Apesar disso, o cenário observado no dia 14 de junho levanta sérias suspeitas de contaminação ambiental.

Dois dias após a denúncia, uma equipe técnica da prefeitura realizou uma vistoria no local e constatou a presença de óleo, mortandade de peixes, excesso de plantas aquáticas — que indicam desequilíbrio ambiental — e ferrugem nas estruturas do píer. O relatório oficial da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Meio Ambiente (SEINFMA) reforça que o problema pode estar ligado à precariedade estrutural da refinaria, com canaletas e sistemas de drenagem em deterioração.
A Acelen acionou a empresa Ambipar para iniciar ações emergenciais, mas já havia sinais claros de impacto ambiental. A prefeitura então notificou a empresa, exigindo em até 10 dias úteis um relatório técnico do ocorrido, a destinação correta dos resíduos e dos animais mortos, laudos da qualidade da água e a comprovação da remoção da vegetação em excesso.

Caso irregularidades sejam comprovadas pelas análises em andamento, a Acelen poderá receber auto de infração e ser penalizada conforme a legislação ambiental vigente. A SEINFMA reforçou o compromisso com a fiscalização contínua da barragem, que integra o sistema hídrico da cidade e possui importância estratégica para a população local.
Enquanto isso, moradores e ambientalistas cobram transparência e responsabilização. A preocupação é que o episódio represente mais que um incidente isolado, podendo se configurar como um crime ambiental com sérias consequências para o ecossistema e a saúde pública de São Francisco do Conde.
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