
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou adotar “ações muito fortes” contra o Irã caso o regime execute manifestantes presos durante os protestos que começaram em dezembro. A declaração foi feita nesta terça-feira (13.jan.2026), em meio ao aumento das tensões entre Washington e Teerã.
A fala de Trump ocorre após a organização curdo-iraniana Hengaw para os Direitos Humanos alertar sobre a possível execução de Erfan Soltani, iraniano de 26 anos detido durante as manifestações. Segundo a entidade, Soltani pode ser executado nesta quarta-feira (14.jan), o que levantou forte preocupação internacional.
Em entrevista à CBS News, Trump afirmou que não tolerará execuções ligadas aos protestos. “Se eles fizerem algo assim, tomaremos ações muito fortes”, disse o presidente, embora não tenha detalhado quais medidas poderiam ser adotadas contra o regime iraniano.
Enquanto isso, o Departamento de Estado dos Estados Unidos reforçou a denúncia em publicação oficial no X. O órgão afirmou que mais de 10.600 iranianos foram presos por exigirem direitos básicos e destacou que Soltani está entre os condenados à morte pelo regime da República Islâmica.
Além disso, Trump afirmou que os Estados Unidos estão preparados para ajudar os iranianos de diferentes formas. Segundo ele, há apoio em andamento, inclusive econômico, ao mesmo tempo em que alertou que a repressão violenta “não vai acabar bem” para as autoridades do país.
O endurecimento do discurso ocorre após Trump cancelar todas as conversas com o governo iraniano e incentivar manifestantes a pressionarem as instituições do país. Paralelamente, a Embaixada dos EUA emitiu alerta recomendando que cidadãos norte-americanos deixem o Irã imediatamente por rotas terrestres.
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