
A cúpula do União Brasil bateu o martelo e decidiu deixar oficialmente a base do governo do presidente Lula (PT). A legenda vai entregar dois dos três ministérios que ocupa atualmente já em setembro, mantendo apenas Celso Sabino (Turismo) no cargo — o que pode levar à sua expulsão do partido. A decisão marca o fim da aliança institucional e confirma o posicionamento de independência da sigla.
Em nota nas redes sociais, o presidente do partido, Antonio Rueda, reforçou que o União Brasil não está comprometido com cargos, mas com princípios. Ele declarou que a legenda seguirá apoiando o que considerar correto e denunciando erros do governo, mantendo sua autonomia. “Independência não se negocia”, afirmou Rueda, em tom crítico à atual gestão.
A saída do União Brasil representa mais um desafio para Lula no Congresso Nacional. Com 59 deputados, o partido possui a terceira maior bancada da Câmara, atrás apenas do PL e do PT. A perda enfraquece a base aliada e pode dificultar a aprovação de projetos estratégicos para o governo, especialmente em ano pré-eleitoral.
A ruptura com o Planalto já era prevista desde abril, quando o União Brasil firmou uma federação com o PP, que também faz oposição ao governo. A federação obriga que ambas as siglas apoiem o mesmo candidato à Presidência em 2026, o que afasta de vez a possibilidade de apoio à reeleição de Lula. Mesmo assim, o presidente reafirmou em reunião com os ministros do partido que manterá no cargo quem estiver trabalhando bem.
Faça parte do nosso grupo no WhatsApp se preferir entre em nosso canal no Telegram.
