
Única mulher entre os 52 nomes do Baralho do Crime da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), Edivania Pereira de Morais, conhecida como Vaninha, está foragida há seis anos. Ela é apontada como mandante do assassinato da professora Élida Márcia de Oliveira, de 32 anos, executada a tiros em fevereiro de 2019, na cidade de Juazeiro. A vítima foi morta na frente do marido e da filha de dois anos, na porta de casa, enquanto se preparava para sair.
Desde então, Vaninha ocupa o “Oito de Paus” no baralho que reúne os criminosos mais procurados do estado. Segundo a investigação, ela teria encomendado o crime por ciúmes, após o fim de um breve relacionamento com o marido da vítima. Além dela, participaram da ação criminosa seu pai, Edivan Constantino de Morais, e os executores Maicon Neves e Railton Lima — todos já julgados. Vaninha, porém, permanece em liberdade.
De acordo com a Polícia Civil, ela já teria sido vista em estados como Espírito Santo e Pernambuco, mas as buscas nunca resultaram em prisão. O delegado Flávio Martins, responsável pelo caso, afirma que todas as informações são checadas, mas a localização exata da foragida ainda é desconhecida. A polícia reforça o pedido de colaboração da população, por meio do Disque Denúncia (181), com garantia de anonimato.
O diretor-geral da Polícia Civil, André Viana, explica que muitos foragidos se escondem em outros estados, principalmente em áreas de difícil acesso, o que dificulta o trabalho de captura. Ele destaca que, somente nos últimos meses, 36 lideranças criminosas foram presas com apoio de forças de segurança de fora da Bahia — sete delas faziam parte do Baralho do Crime.
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