
A Vila Maria Bonita se despediu do público nesta segunda-feira (23), encerrando sua programação no Camaforró 2025 com um saldo positivo e o reconhecimento como um dos espaços mais simbólicos da festa. Criada para valorizar a cultura local, a vila reuniu música, dança, artesanato e experiências sensoriais, encantando adultos e crianças durante os quatro dias de evento.
Com 100% da programação composta por artistas de Camaçari, a iniciativa reafirmou o compromisso da Secretaria de Cultura (Secult) com os fazedores e fazedoras de cultura do município. “A gente construiu uma festa encantadora. Todo mundo que passa pela vila sente essa alegria. Foi uma forma de valorizar nossos mestres e nossas tradições”, avaliou a secretária Elci Freitas.

A última noite contou com apresentações das quadrilhas Junina Popular e Ancestral, Cintura de Pilão, Cia de Dança Corpo e Expressão, além dos shows de Thizio Acordeon e Daniela Oliveira. Outro destaque foi o grupo Diagonais do Forró, que animou o público com o autêntico forró pé de serra. “É uma alegria tocar nesse ambiente cheio de cultura”, disse o músico Geraldo.
A vila também inovou com espaços como a sala sensorial “A Voz de Maria”, que homenageou as mulheres de Camaçari, e a Olaria da Vila, onde o oleiro Ednaldo Araújo demonstrou seu ofício artesanal. “Participei desde o primeiro dia e fiquei feliz com o carinho das pessoas pelo meu trabalho”, contou Ednaldo, que mora há 40 anos no município.
Com mais de 25 atrações, o espaço recebeu um público diverso, incluindo famílias inteiras. Moradores como Morgana Borges e Tainan Nascimento aproveitaram para levar os filhos e criar memórias afetivas com a tradição junina. A presença do mestre Bule Bule, que apresentou um cordel exclusivo em homenagem ao espaço, foi um dos momentos marcantes da edição. A Vila Maria Bonita se consolida como um ponto de celebração da memória, identidade e cultura popular de Camaçari.
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