O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) convocou para este domingo (6) uma manifestação na Avenida Paulista, marcando seu retorno às ruas após se tornar réu no Supremo Tribunal Federal (STF). O evento tem como principal pauta a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e servirá como um teste de mobilização após o protesto esvaziado em março, no Rio de Janeiro. A estratégia da convocação tem foco no público feminino, destacando o caso da cabeleireira Débora Rodrigues, presa por pichar a estátua “A Justiça”.
A capacidade de Bolsonaro em reunir apoiadores tem sido menor nos últimos eventos. Em fevereiro, 185 mil pessoas participaram de um ato na Paulista, mas em setembro, esse número caiu para 45,4 mil. No Rio, a adesão também diminuiu, com apenas 18,3 mil manifestantes no último protesto. A previsão do tempo indica pancadas de chuva na capital paulista no dia do evento, o que pode afetar a presença do público.
Bolsonaro tem pressionado aliados para avançar o projeto da anistia na Câmara. O levantamento “Placar da Anistia”, do jornal “O Estado de S. Paulo”, aponta 196 votos favoráveis até o momento. Para ser votada, a proposta precisa de pelo menos 257 deputados presentes na sessão e aprovação por maioria simples. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o tema precisa ser tratado com equilíbrio.
A organização do evento busca ampliar o apoio político, convidando governadores de direita. Romeu Zema (Novo-MG) confirmou presença e discursará ao lado de Bolsonaro e Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP). Outros nomes, como Ratinho Júnior (PSD-PR) e Ronaldo Caiado (União-GO), ainda não garantiram participação. Caravanas de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná estão sendo organizadas para levar apoiadores à manifestação.
As mulheres terão protagonismo nos discursos do evento. Michelle Bolsonaro (PL) e outras lideranças gravaram um vídeo defendendo a anistia, usando batom como símbolo da campanha. A vice-prefeita de Dourados (MS), Gianni Nogueira (PL), discursará ao lado da deputada federal Caroline de Toni (PL-SC) e de uma representante católica. O evento será encerrado por Bolsonaro, antecedido por nomes como Silas Malafaia, Nikolas Ferreira e Rogério Marinho.
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