O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão de Léo Índio, primo dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por envolvimento nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. A decisão atendeu a um pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que argumentou que o réu deixou o Brasil mesmo com o passaporte cancelado desde janeiro do ano passado. Segundo Gonet, Léo Índio utilizou um documento de identidade para ingressar na Argentina, onde recebeu autorização para permanecer até junho de 2025.
A ordem de prisão foi oficializada na terça-feira (1º) e publicada na quarta-feira (2). Moraes destacou que a obtenção do visto temporário na Argentina comprova a intenção do acusado de se esquivar da Justiça brasileira, o que justificaria a necessidade da prisão preventiva. Em fevereiro, Léo Índio se tornou réu no STF, acusado de cinco crimes, incluindo tentativa de golpe de Estado e associação criminosa armada.
Em março, já na Argentina, Léo Índio apareceu em um vídeo ao lado de um corretor de imóveis condenado pelo STF e foragido desde abril deste ano. Para Gonet, a fuga representa o descumprimento de medidas cautelares impostas pelo Supremo, reforçando a necessidade da prisão. Além do cancelamento do passaporte, a Justiça já havia determinado restrições para impedir sua saída do país.
O procurador-geral da República enfatizou que a decisão de revogar a liberdade do réu se baseia no risco de fuga e na tentativa deliberada de evitar a aplicação da lei penal. Com a prisão decretada, o Brasil pode solicitar a extradição de Léo Índio às autoridades argentinas.
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