A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu 15 dias para que o ex-ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, responda a uma queixa-crime apresentada pela organização Me Too Brasil. A entidade o acusa de difamação após uma nota oficial do Ministério dos Direitos Humanos, publicada enquanto Almeida ainda ocupava o cargo, sugerir que a Me Too tentou interferir em licitações do Disque 100. O texto, posteriormente removido, teria imputado falsamente crimes à organização e à sua diretora-presidente, Marina Ganzarolli.
O caso está ligado às acusações de assédio e importunação sexual feitas por diversas mulheres contra Almeida, incluindo a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. As denúncias, divulgadas pelo portal Metrópoles em setembro passado, levaram à demissão do ex-ministro pelo presidente Lula. Além da queixa-crime, Almeida responde a um inquérito no STF, prorrogado recentemente, no qual a Polícia Federal investiga as alegações de abuso moral e sexual.
Desde o início do escândalo, Silvio Almeida nega todas as acusações e afirma ser alvo de perseguição política. Após a publicação das denúncias, ele divulgou um vídeo e uma nota oficial rebatendo as alegações. O processo agora segue para análise da Procuradoria-Geral da República (PGR) após o prazo de resposta do ex-ministro.
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