24 de fevereiro de 2024

Bahia Política

Sem meias verdades

Demissão de rodoviários sindicalistas recebe repúdio na Alba

O legislador afirma também que a população vem sofrendo com um transporte coletivo inadequado e que os dirigentes sindicais estão sendo perseguidos por denunciarem a situação.

Foto; Reginaldo Ipê/ CMS

O deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) manifestou sua total solidariedade e apoio aos rodoviários e dirigentes sindicais demitidos sob alegação de justa causa, Cláudio Barreto Batista, Elinaldo Menezes de Araújo, Márcio Ferreira Coelho e Rogério de Oliveira Veloso. “Exigimos que possam exercer plenamente o direito ao mandato sindical e se mantenham na luta em defesa. As demissões, além de imorais, são ilegais. Defendemos a livre organização sindical, proteção à estabilidade no emprego durante o exercício do mandato sindical. Para fazer valer o direito à livre organização sindical é indispensável garantir que as lideranças não serão perseguidas nem demitidas. Sem o direito à estabilidade, o direito à livre organização se fragiliza”, afirma o parlamentar.

Hilton Coelho acrescenta que “a categoria vem sofrendo com um banco de horas escorchante, cargas horárias excessivas que se traduzem em vários acidentes, inclusive com motoristas desmaiando, convulsionando sobre o volante como já vem sendo noticiado pela mídia baiana, calor exorbitante no interior dos ônibus, finais de linhas sem nenhuma condição para descanso. Por denunciar estes e outros problemas graves, foram demitidos de forma arbitrária pela OT Transporte, operadora do sistema de transporte coletivo de Salvador. Exigimos que se revertam as demissões de forma imediata”.

O legislador afirma também que a população vem sofrendo com um transporte coletivo inadequado e que os dirigentes sindicais estão sendo perseguidos por denunciarem a situação. “São evidentes as péssimas condições se funcionamento do sistema de transportes de Salvador e a retirada de direitos e precarização do trabalho da categoria. Segundo dados que recebemos, Salvador possuía 3.300 ônibus e hoje são 1.865 para transportar cerca de um 1,3 milhão de passageiros por dia. O resultado são ônibus superlotados, aumento do tempo de espera pelos usuários, passagens caras e outras críticas”.

Hilton Coelho conclui afirmando que “somos contra a criminalização do movimento sindical. A atividade sindical deve ser voltada sempre em defesa da categoria e nunca de colaboração de classes. Os dirigentes de base ficam expostos às retaliações patronais e precisam de total solidariedade e apoio das entidades sindicais e populares. Exigimos respeito aos trabalhadores e à população de Salvador que faz uso do transporte coletivo na cidade. Foram demitidos por perseguição a sindicalistas que cumprem apenas seu papel em defesa da categoria. Que sejam reintegrados o mais rápido possível”. (Ascom)

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