
A movimentação do governador Jerônimo Rodrigues para atrair Elmar Nascimento à chapa de 2026 abriu uma nova frente de desgaste dentro da própria base. Neste cenário, Geddel Vieira Lima reagiu de forma dura, rejeitou transformar o MDB em “barriga de aluguel” e deixou claro que o partido não aceitará imposições externas. Além disso, o recado expõe fragilidade na articulação política do PT, que agora enfrenta resistência até entre aliados históricos.
No domingo, 30/03/2026, após Jerônimo confirmar conversa com Elmar para ampliar a base, Geddel afirmou que o MDB está aberto a novos quadros, mas não aceitará que ninguém “entre e sente na janela”. Dessa forma, o cacique emedebista sinalizou que a estratégia do governador esbarra na defesa do espaço já consolidado por Geraldo Júnior. No entanto, a fala também reforça a percepção de que o governo enfrenta dificuldade para acomodar interesses sem gerar ruídos internos.
MDB cobra lealdade e expõe tensão na base
Geddel ainda relembrou que o MDB embarcou inteiro na candidatura de Jerônimo em 2022, quando o projeto era visto como frágil. Por isso, o ex-ministro classificou como uma possível “violência política” qualquer tentativa de retirar a sigla da vice. Além disso, a cobrança pública por lealdade amplia o constrangimento sobre o Palácio de Ondina, enquanto o PT tenta redesenhar a chapa sem romper a aliança.
Enquanto isso, o episódio revela um problema maior para Jerônimo: a dificuldade de expandir a coalizão sem enfraquecer a confiança dos partidos que sustentaram sua eleição. Ainda assim, a ofensiva sobre Elmar gera a leitura de que o governador busca soluções fora de casa por não conseguir manter unidade plena entre os aliados, o que alimenta críticas sobre a condução política do governo.
Pressão sobre Jerônimo cresce para 2026
Com isso, a disputa pela vice deixa de ser apenas uma negociação partidária e passa a simbolizar a instabilidade da base governista rumo a 2026. Dessa forma, Geddel fortalece o MDB, protege Geraldo Júnior e impõe um freio ao movimento de Jerônimo, que vê sua margem de manobra diminuir. Além disso, o episódio reforça a narrativa de desgaste do PT na Bahia, sobretudo quando aliados cobram publicamente respeito a acordos já firmados.
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