Jaques diz que investigação contra Lulinha “não dá em nada”

Senador afirma que apuração da PF não deve gerar consequências políticas nem criminais.

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O senador Jaques Wagner afirmou que a investigação da Polícia Federal contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, não deve produzir consequências criminais. Segundo o líder do governo no Senado, a apuração sobre a relação do empresário com o chamado Careca do INSS carece, até agora, de elementos que indiquem irregularidades.

Durante entrevista ao portal Metrópoles, Wagner disse que o caso é “pastel de vento” e reforçou que a quebra de sigilos fiscal e bancário não revelou provas contra o filho do presidente. Além disso, o senador sustentou que eventuais favores pessoais, como pagamento de viagem ou hospedagem, não configuram crime por si só. Dessa forma, ele tratou de reduzir o peso político do episódio.

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PF apura elo com Careca do INSS

A Polícia Federal investiga a ligação de Lulinha com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado como peça central no esquema de fraudes que atingiu aposentados e pensionistas. No entanto, Jaques Wagner argumenta que, mesmo com a quebra de sigilo já concluída, não surgiu nenhum fato concreto que sustente acusação formal.

O senador também avaliou que a investigação não deve atingir a estratégia eleitoral do presidente Lula em 2026. Por isso, ele descartou qualquer “tiro de bazuca” na campanha de reeleição e ressaltou que conhece a família do presidente há muitos anos. Ainda assim, reforçou que cabe à PF apresentar provas, caso elas existam.

Impacto político segue sob monitoramento

Embora a oposição tente explorar o caso no ambiente da CPMI do INSS, Wagner acredita que o tema tende a perder força. Enquanto isso, aliados do governo acompanham os próximos passos da investigação para evitar desgaste político maior.

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